quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hérnia de Disco

Os discos intervertebrais com o movimento repetitivo e com o tempo acabam se desgastando provocando dor intensa principalmente na região da coluna lombar e do pescoço.Quando o disco se desgasta , rompe a parede do anel fibroso e assim provoca a hérnia de disco.

A hérnia pode ter origem em fatores genéticos e também na atividade profissional desenvolvida pelo indivíduo como dirigir por horas, postura errada de trabalho.

Podemos classificar a hérnia de disco em três tipos diferentes:
Protusa: a base de implantação é mais larga do que qualquer outro diâmetro;
Extrusa: a base de implantação é menor do que o diâmetro do disco e / ou quando se tem perda de contato entre o disco e o fragmento;
Sequestradas: quando um fragmento do disco se desloca para dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Os sintomas variam de acordo com a localização da hérnia de disco e podem acontecer formigamento, podendo se irradiar para mãos e pés dependo do local acometido.Quando ocorrem na região cervical a pessoa pode apresentar dor no pescoço, ombros, braços , no tórax e na escápula, podendo ter diminuição da sensibiliade, e/ ou fraqueza no braço e nos dedos do lado afetado. Na região lombar ocorre intensa dor na parte posterior da perna que segue o trajeto do nervo ciático, ocasionando diminuição da sensibilidade, fraqueza muscular na perna do mesmo lado da dor.

O diagnóstico pode ser clínico com auxílio de exames laboratoriais como o raio x, tomografia ou até mesmo ressonância magnética, determinando assim o local exato da lesão.

O tratamento inclui medicamentos para o alívio da dor, prescritos pelo médico e fisioterapia que visa a diminuição do quadro de dor,prevenção da perda de força muscular, manutenção do arco de movimento e descompressão do disco afetado.

Podemos utilizar os recursos manuais como Mulligan, Maitland e mobilizações articulares, tração, estabilização da coluna e musculação para fortalecer os músculos envolvidos. O pilates pode ser indicado para o paciente até mesmo após a abolição do quadro álgico para manter o fortalecimento, a mobilidade e previnir posturas erradas no dia a dia.

Por:
Dra. Rackel Monte

Pilates

Cada dia que passa mais e mais pessoas falam do Pilates, porém muitas ainda não conhecem os reais benefícios que esse método desenvolvido por Joseph Pilates pode proporcionar ao nosso corpo.

O método visa uma união de fatores que são essenciais para o nosso corpo mas que nem sempre são usados e praticados por nós.A concentração, o equilíbrio, a flexibilidade, a percepção e o controle postural, são fatores que usamos no pilates que sempre nos beneficiarão, devido ao trabalho em conjunto de mente e corpo.

No Pilates temos 6 princípios básicos que são eles: respiração, concentração, centro, fluidez, controle e precisão, que quando praticados corretamente,nos proporcionam uma sensação agradável.

O pilates através dos seus princípios proporciona uma melhor oxigenação, consciência corporal, diminuição do cansaço, diminuição de dores e lesões articulares e musculares, melhora o equilíbrio entre o corpo e a mente.

O método primeiramente foi desenvolvido utilizando aparelhos como cadilac, total wall unit, entre outros, porém mais tarde os exercícios foram adaptados para o solo, utilizando a bola suíça e faixas elásticas, ajudando aquelas pessoas que não dispõem de tempo para ir até um estúdio, podendo praticar no conforto do seu lar, sendo orientado sempre por um profissional.

Com o pilates o praticante consegue desenvolver habilidades que antes não eram possíveis pela falta de flexibilidade, alongamento e concentração, além de aumentar a força muscular, a capacidade respiratória, melhorar a postura do indivíduo, além de provocar uma agradável sensação de relaxamento.

Apesar do método ser ótimo para o corpo existem algumas contra indicações que devem ser respeitadas como arritmias cardíacas, hipertensão arterial não controlada e gestante com menos de três meses de gravidez.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fisioterapia Neurológica

Degeneração espinocerebelar

É uma doença progressiva hereditária que afeta as células nervosas do tronco cerebral, cerebelo e medula espinhal, porém sem acontecer destruição do cérebro.
A degeneração prejudica as funções do corpo, levado a uma ataxia,podendo variar de acordo com cada pessoa e também qual tipo de medicamento que esta sendo usado.

É uma doença rara porém, por ser uma doença hereditária, acomete muitos membros de uma só família, com idade de início variado, porém com predominância nas primeiras décadas de vida.

Existem dois tipos diferentes da degeneração:
.Hereditária autossômica dominante

.Hereditária autossômica recessiva (ataxia de Friedreich)

Causa incoordenação dos movimentos,prejudicando também a velocidade, dificuldades para engolir, falar, realizar atividades do cotidiano, alterações do equilíbrio, tremores nos movimentos, caimbras, rigidez muscular nos membros inferiores e formigamento nos pés. Alguns sintomas como doença cardíaca, diabetes, perda da visão, por lesões na retina, e perda da sensibilidade pode estar presentes em alguns indivíduos.

O tratamento deve ser feito com uma equipe interdisciplinar de médicos, fisioterapeutas e fonoaudiologistas, porém não há cura para a degeneração espinocerebelar.

A fisioterapia deve ser iniciada logo após o aparecimento dos primeiros sintomas, visando retardar a evolução da doença , porém as funções que já foram perdidas, não tem como serem resgatadas.

Espasticidade

A espasticidade é o aumento do tonus muscular, no momento da contração, ocasionado por uma condição neurológica,podendo ser fásica(espasmos), ou tônico(rigidez constante), aonde a contração muscular é mais forte do que em músculos normais, levando também mais tempo para relaxarem.

Essa condição ocorre em pessoas com doença neurológica, tais como,paralisia cerebral , acidente vascular encefálico, esclerose múltipla,traumatismo craniano, lesão medular, onde há lesão dos neurônios motores, que são responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários.

A espasticidade pode ser desencadeada por movimentos bruscos, ou alguma estimulação, e se apresenta por sinais inadequados que ao invés de relaxarem a musculatura, a contraem de forma rápida e inadequada.

Para o controle da espasticidade é importante que se controle os estímulos que a desencadea, como a dor, infecções,temperatura elevada, dentre outros.

Pode haver deformidades que são representadas por contraturas na musculatura envolvida, clonus, espasmos musculares, podendo causar dor e impedimento de certas posturas normais, impossibilitando o controle dos músculos, dificultando assim a realização de atividades do nosso contidiano.

Para o tratamento da espasticidade convém que a pessoa adote um programa regular de execícios físicos que provoquem o estiramento da fibra muscular, sempre orientado por um fisioterapeuta.Alguns medicamentos podem ser usados para causar o relaxamento da musculatura afetada.Injeções de substância butolínica também podem ser administradas pelo médico.

Miastenia Grave

Miastenia é uma doença neuromuscular, auto-imune, que se caracteriza pelo má transmissão dos implusos nervosos para o músculo, levando a fraqueza muscular e fadiga, podendo raramente levar a morte se atingir os músculos da deglutição e respiração.

Um dos primeiros sintomas que aparece é a fraqueza dos músculos dos olhos, seguido de dificuldade de engolir, fraqueza dos músculos da mastigação, fala comprometida e dificuldades para caminhar , subir e descer escadas e realização das atividades diárias.

O tratamento da miastenia se dá através de medicamentos que diminuam a ação da enzima que degrada a acelticolina e a cirurgia do Timo.

A atividade física, estresse, infecções e o calor podem agravar os sintomas da doença.

Por:Rackel Monte

Fisioterapia Respiratória

O que é Fibrose Cística?

A fibrose cística é uma doença genética( recessiva autossômica), caracterizada pelo mau funcionamento das glândulas exócrinas, levando à secreções anormais pelo corpo. Ocorre um aumento na concentração de sódio e cloro, doença pilmonar e mau funcionamento do pâncreas. o tratamento consiste em reposição de enzimas pancreáticas, dieta e fisioterapia respiratória.

A criança que possui fibrose cística apresenta-se pequena em relação as outras crianças da sua idade, devido funcionamento inadequado do pâncreas que causa a má absorção dos alimentos. apresenta ainda tosse produtiva e crônica , dispnéia , cianose e taquipnéia.
Outro sintoma frequente é a disfunção da glândula exócrina que aumenta a produção do muco que obstrui as vias aéreas, tornando-a mais nulnerável a infecções pulmonares. a sobrevida dessa criança é em média de 20 a 30 anos e normalmente a causa da morte é a complicação pulmonar.
Essa criança possui diminuição na capacidade para execícios e resistência à fadiga.
A fisioterapia tem como objetivo prevenir o acúmulo de secreções pulmonares e as infecções, diminuir a viscosidade das secreções, prevenir o uso da musculatura acessória durante a respiração, remover as secreções durante a fase aguda, entre outros.

Enfisema Pulmonar

Doença pulmonar progressiva caracterizada por um aumento anormal dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal. Os alvéolos se rompem e os pulmões acabam perdendo a sua capacidade elástica.

O enfisema, juntamente da bronquite, são consideradas as formas mais comuns da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Tabagismo, poluição, deficiência da proteína alfa 1 antitripsina e fatores de auto imunidade estão relacionados ao aparecimento do enfisema pulmonar.

O fumo provoca hiperplasia do epitélio, ruptura dos septos alveolares, espessamento das paredes, contribui para infecções, facilita o broncoespasmo, diminui a produção de surfactante e inibe a atividade enzimática antielastase e antioxidante.

A deficiência da proteína alfa 1 antitripsina que protege os pulmões de enzimas, é hereditária, aonde baixas quantidades de proteína são produzidas.

O enfisema pulmonar pode ser classificado em:

- enfisema periacinoso: a coleção se localiza na periferia do ácino (enfisema difuso), sendo mais comum em homens.

- enfisema cicatricial: é secundário, ocorre distenção, ruptura, proliferação fibrosa, hiperinsuflação e impedimento do pulmão de diminuir o seu volume.

- enfisema focal: provocado por deposição de carvão mineral nos bronquíolos, aonde ocorre fibrose e distensão alveolar. Os bronquíolos encontram-se dilatados.

- enfisema lobar congênito: instala-se no recém nascido antes dos 6 meses, porém com manifestação tardia.

Caracteriza-se por insuflação do parênquima.

O quadro clínico caracteriza-se por dispnéia, cianose, tórax em tonel, diminuição da elasticidade, do murmúrio vesicular, da expasibilidade, hipersonoridade, fadiga, dores de cabeça pela manhã, emagrecimento, tosse, edemas em tornozelos e baquetamento dos dedos.

O enfisema pode levar a complicações tais como: pnemotórax, atelectasia, broquiectasias e hipertensão pulmonar.

O diagnóstico se da através do relato de sinais e sintomas, avaliação respiratória durante a atividade física, observação da expansibilidade do tórax, ausculta pulmonar e cardíaca, observação da pele e das mucosas. Exames como raio x deve ser realizados e avaliados, assim como a espirometria , a tomografia computadorizada, exame do escarro, e quando suspeitada deficiência da proteína alfa 1 antitripsina deve ser solicitado um exame de sangue.

O tratamento do enfisema pulmonar visa aliviar os sinais e sintomas, pois ainda não há como interromper a progressão da doença. O indivíduo deve ser aconselhado a para de fumar. Broncodilatadores, corticosteroides e antibióticos específicos pode ser administrados para amenizar o sintomas.

A fisioterapia deve ser recomendada ao individuo enfisematoso, tendo como objetivo remover as secreções brônquicas através da inaloterapia, tapotagem, vibração e tosse, reduzir o trabalho respiratório eliminando atividades muscular desnecessária, diminuir a frequência respiratória, desinsuflar os pulmões através da TEMP, expiração incentivada, mobilização torácica.